You Me At Six
 
Aos 16 anos de idade, em meados de 2009, fui apresentada ao trabalho da banda britânica You Me At Six, advinda do Condado de Surrey, localizado no Reino Unido.
Lembro-me que minha canção predileta era Tigers And Sharks, do primeiro álbum do grupo, intitulado Take Off Yous Colors, lançado em 2008.

 

Após algum tempo, acabei por me desvencilhar do trabalho da banda, já que o estilo que sustentava passou a não mais me agradar.

No entanto, desde o ano passado, não me recordo de qual maneira, enveredei-me novamente pelas produções musicais dessa banda – linda demais – que demonstra, no decorrer de sua considerável carreira, evidente amadurecimento musical.

A You Me At Six era – e ainda hoje é, por muitos – reconhecida como uma banda de Pop Punk, uma espécie de fusão entre notas da melodia Pop e do afoito e ritmado Punk Rock. O resultado é interessante: músicas nas quais a principal característica que sobreleva-se aos ouvidos corresponde à forte expressão das guitarras e da bateria em detrimento do vocal. As bandas de Pop Punk, em geral, abarcam um grande contingente de jovens admiradores. Talvez em virtude de suas sonoridades serem capazes de grudar rapidamente na cabeça e, além disto, por serem extremamente radiofônicas.

Aqueles que viveram os mais tenros dias de seu adolescer entre os anos de 2006 a 2010 puderam acompanhar, independente do gênero musical de preferência ou da tribo com a qual mais se identificava, o vertiginoso crescimento do Pop Punk. Reportamo-nos ao surgimento de bandas adeptas a esta mentolada e refrescante vertente do Rock ’n’ Roll – haja vista o frescor e a renovação atinentes aos grupos e às suas canções – citando algumas das amadas, e por muito odiadas, bandas da Decay Dance, gravadora administrada pelo baixista da banda Fall Out Boy – um dos renomados grupos que impulsionaram o movimento – Pete Wentz.  O supracitado grupo, junto à Paramore, Panic! At The Disco, The Academy Is… e Cobra Starship encabeçaram as playlists no Ipod de muitos adolescentes da época, e foram, certamente, os principais responsáveis no que se refere à seleção de artistas congêneres ou à submissão ao uso de calças skinny, cintos de rebite, calçados vanse cortes de cabelos inusitados – sem entrar no mérito das cores, de diferentes nuances.

Na supramencionada época, o mercado musical do Rock encontrava-se totalmente voltado às produções em massa destes grupos formados por adolescentes e que dedicavam sua música à parcela populacional congênere – a qual, que desde o advento do ciberespaço, viera a se tornar grande consumidora e responsável por impulsionar modas e tendências.

Ainda que não muito reconhecida em território brasileiro, a You Me At Six chegou aos ouvidos de alguns simpatizantes do Pop Punk na época do lançamento de seu primeiro trabalho. Na verdade, o grupo constituía-se em verdadeira réplica de outras tantas bandas que tentavam alcançar um lugar ao sol – ou, melhor, no topo da Billboard.

Poucas foram as bandas da época que seguiram carreira ou optaram por submeterem-se, cada vez mais, às exigências do mercado musical vinculado ao Pop Punk, ainda hoje existente, porém, em baixa. You Me At Six – graças à Deus – é uma delas.

 

E ao contrário do que você pode supor, esta mudança foi ótima. Aliás, extremamente boa. Para ambas as partes: banda e admiradores.

Isto, pois assim como os integrantes da You Me At Six – que na época de seu primeiro lançamento tinham 16 ou 17 anos de idade – cresceram e desenvolveram-se, os fãs também. Hoje, com seus 25 ou 26 anos idade, o grupo conta com seguidores que com eles compartilham, dentre outras coisas, também a mesma faixa etária. Amadurecimento é o termo correto a ser aqui empregado para denominarmos o que acontecera à banda.

De Pop Punk – de raiz – ao Alternative Rock ou Hard Rock, a You Me At Six passara a agradar os exigentes ouvidos de outros tantos amantes da música, ganhando reconhecimento, admiradores e maiores e melhores chances de estrelato.

Atualmente, a banda possui cinco CDs lançados por diferentes gravadoras:

– Take Off Your Colors (Slam Dunk Records, 2008);
– Hold Me Down (Virgin Records, 2010);
– Sinners Never Sleeps (Virgin Records, 2011);
– Cavalier Youth (BMG Records, 2014);
– Night People (Infectious Records, 2017).

Desde os primórdios a banda mantivera seus membros da formação original:

– Josh Franceschi (Vocal Principal);
– Max Helyer (Guitarra Base e Vocal de Apoio);
– Chris Miller (Guitarra Solo);
– Matt Barnes (Baixo);
– Dan Flint (Bateria).

Neste post, apresento a vocês uma breve concepção musical em relação às faixas pertencentes ao álbum Night People, lançado recentemente, no ano de 2017. É a partir dele que constatamos o amadurecimento musical – e pessoal – da banda, que agora se aventura por entre notas e nuances de Alternative Rock e Hard Rock.

– Night People: Bateria bem demarcada. Nos faz ter vontade de bater palmas junto! Já na primeira faixa percebe-se o quão foi bem trabalhado o vocal de Josh, que desde sempre já demonstrava ter um potencial incrível para comandar qualquer projeto. Foi lançada como um dos singles deste trabalho. A música exprime de maneira exímia o espírito que pretender ser sustentado durante todo o álbum – “Yeah, we are night people!“.

– Plus One: Do princípio ao término, difícil não agitar-se no ritmo da canção. Traz notas de Hard Rock e mostra aos ouvintes, de fato, para aquilo que You Me At Six veio.
 

– Heavy Soul: Mais uma que nos apresenta ao doce vocal de Josh em contraposição com a marcação da bateria e os riffs mais pesados de guitarra. Refrão pegajoso. Não entendo como não foi escolhida como faixa promocional. Enfim. Toda vez que a escuto, tenho vontade de cantar a plenos pulmões.

– Take On The World: A primeira balada do CD. É um single conhecido tanto entre fãs da banda quanto admiradores da série The Vampire Diaries, já que constituiu a trilha sonora de sua mais recente temporada. Nesta faixa, como já era de se esperar, a performance vocal de Josh se faz mais aparente, pois a instrumentalização é suave e baixa em relação ao volume de sua voz. Letra clichê, porém, acolhedora. Idealizo-a sendo tocada para uma grande multidão, em um show de arena. Na ponte que nos dá acesso à parte final da faixa, há um coral entoado que dá suporte, lindamente, ao maravilhoso vocal de Josh – não vou parar de falar isto nunca? Vejam o poder que a voz exerce sob nós…

– Brand New: Seus primeiros compassos são inesquecíveis. Uma das poucas canções que surpreende quando chega, finalmente, ao seu refrão. Isto, pois este distingue-se da melodia até então apresentada. Remete à You Me At Six da era Pop Punk. Em geral, não decepciona.
 
– Swear: Também foi lançada como single do álbum. Música que você imagina levando a multidão à loucura em um show de arena, pulando alto, se empurrando, cantando em coro! Dá até para elaborar uma coreografia bacana, se deixarem. Palmas para o vocal de Josh.
 
– Make Your Move: Refrão e vocal memoráveis. Riffs pesados de guitarra que afloram em você a mais instintiva vontade de rodar a cabeça sem parar.
– Can’t Hold Back: Faixa digna de audição, mas só isso.
– Spell It Out: Um crescente musical muito bem elaborado pode ser apreciado nesta faixa. A letra também é muito sugestiva e creio que o objetivo da faixa – seduzir o ouvinte – é facilmente conquistado. Instantaneamente somos transportados a uma atmosfera à parte. Ótima música e detentora de grande potencial para se tornar um single de Night People!

– Give: Pare tudo e escute esta faixa com a devida atenção que lhe convém. Give é, com toda a certeza, o ápice de Night People e o melhor single do atual trabalho da You Me At Six. Não é à toa que fora posicionada de maneira a fechar o álbum e, ainda, que seu videoclipe já contabilize mais de um milhão de visualizações. Pode ser considerada mais uma balada do álbum. Sua melodia, assim como seu refrão, grudam na cabeça do ouvinte igual a um chiclete. Vocal – deixem eu falar isto novamente, por favor! – maravilhosamente trabalhado. Josh e, evidentemente, demais membros, arrasaram! Vontade de dançar ao infinito, ao além e a todo lugar ao som desta música…

Sugiro que escutem não somente Night People, mas também os outros trabalhos da You Me At Six a fim de que possam constatar, vocês mesmos, o amadurecimento musical da banda. Garanto que irão gostar! <3

Procurem por “You Me At Six” nas redes sociais e siga a banda para saber das novidades.

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Aliás, peço que fiquem à vontade para me apresentar livros, CDs, filmes ou seriados que também gostem. Quem sabe não seja possível resenhá-los aqui no blog?

Abraços e até a próxima! 🙂

Jennifer.

 

Fonte: Entre linhas, entre pautas

Escrito originalmente por: Jennifer Celeste

Publicado em: 24 de janeiro de 2018

 

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